#52sisterhood: Nightmare

Pesadelo foi o meu tema mais temido até agora. Reviver as partidas que o meu cérebro gosta de me pregar enquanto durmo é doloroso.

Eu vivo os meus pesadelo intensamente, acordo com frequência sem ar, arranhada ou a chorar.

E só me lembro de ter 3, desde sempre. Um deles claramente sem pés e cabeça, mas que sempre me afligiu e parou de acontecer aos meus 24-25 anos. Os outros dois, são memórias revividas e foi num deles que peguei.

 

pe·sa·de·lo |ê| 

substantivo masculino

1. Opressão angustiosa da respiração durante o sono.

2. Sono mau, opressivo.

3. [Figurado]  Pessoa ou coisa importuna; importunação.


"pesadelo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/pesadelo [consultado em 09-02-2018].


 

Sonho que me afogo desde que fiquei enrolada num remoínho, na ilha de Luanda, aos 8-9 anos. Se calhar o que aconteceu até nem foi grande coisa, mas para mim, naquela altura, naquela idade, foi e mexe com a minha cabeça até hoje. 

Sempre nadei, sempre adorei o mar, nunca tive medo - aliás, nenhum dos meus pesadelos reflecte os meus medos - mas por algum motivo, continuo a sentir-me a engolir água, a pressão na testa de inspirar pelo nariz por não saber controlar, a força de braços e pernas para sair da água. 

E foi isso que tentei transmitir.

A impotência que sinto no pesadelo, que não vale a pena fazer nada.

A água é mais pesada que eu. 

 

A parte técnica é que foi difícil. Por a água escura sem corante era o desafio.

Ponderei ir até ao Tejo, mas tem estado tanto frio que só de pensar nisso me arrepiava toda - e não tenho amigos com piscina disponível para estas maluquices. Um alguidar era pequeno. 

Não tendo luz natural na casa de banho tive de improvisar. O fundo, é um saco do lixo, cortado.

 
 
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